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… estou… pronto, vá lá, saudoso… um pouco! Já escrevi duas vezes que os noruegueses davam 15 a 0 aos finns. E fi-lo enquadrado na boa disposição e calor humano dos noruegueses. A minha posição mantêm-se: 15 a 0! Outros quadros há em quê, para mal da minha disposição (só porque é aqui que estou!), que os finns dão mais de 15 a 0 aos viks (viks, leia-se, diminutivo carinhoso de vikings): o sistema! Em matéria de “sistema” os finns estão (e porventura sempre estarão!) a uns anitos-luz (‘tou muito querido hoje com os diminutivos) dos vizinhos do crude.
Um exemplo: há duas semanas que tento comprar um cartão SIM para poder telefonar… mas não posso porque preciso de um numero de identificação norueguês (11 dígitos. Os gajos não se cansam de dizer que são 11 dígitos. Por-quê? Será que se refere o número de dígitos noutras latitudes? “Olhe, faz favor, escreva aí o número de contribuinte. São 9 dígitos!” Arre, chatos!). Para o famoso “11 dígitos” tive que ir à polícia registar-me (tipo: “Olá! Vou cá estar uns tempos, preciso de um cartão para o telemóvel… a menina sabe… ligar p’rá menina do forcado… e por isso… vim cá.” À polícia. Maluco!) . Depois de 4 visitas (na primeira tinha 288 pessoas à minha frente. Eram 9 e pico…) percebi que o melhor era tirar a senha à hora que calhasse (antes das 12:00), controlar o número de pessoas que atendem por hora e voltar mais tarde. Funcionou na perfeição. (De repente senti um uma certa portugalidade neste comportamento… perto da luso-chico-espertice… em mim e no sistema norueguês, naturalmente. Ou não fossem eles a versão latina dos escandinavos. E isso explica tudo!). Para atalhar: já fui duas vezes pedir o mal fadado número, tenho que lá ir novamente, e temo que não o venha a conseguir, quando o que eu quero, é só ligar à menina! Tudo porque hoje é uma fotocópia, amanhã outra fotocópia que “oh! esqueci-me de lha pedir!…”, e depois duas fotografias… e tudo isto sempre de boa disposição!
Outro exemplo: os transportes públicos. Pelo arrancar do dia a coisa ainda se mantêm com um certo rigor… mas à medida que areia cai, o caos instala-se. Espera-se pelo metro 3 às 11:42, seguido do 6 às 11:45 e, aparece o 6 às 11:43 seguido do 2 e entretanto o 3 aparece 17 minutos depois… ou não aparece. Será que a malta nos metros jogas às escondidas no túneis? Ai os tratantes! Já me aconteceu esperar quase 45 minutos por uma locomotiva que devia ter aparecido em 5 minutos! Estava bem escondida, a marota… ou o fulano que “amouchou” era mesmo nabo! “Bem-vindo à Noruega” foi o comentário da vizinhança que esperava como eu. À dias esperei por um autocarro em frente à AHO (passam 2 naquela paragem: o 34 e o 54; cada linha com intervalos de 15 minutos e com alguns minutos entre elas) mais de meia hora. Quando o primeiro apareceu, um 34, trazia mais dois com ele mesmo coladinhos atrás (oh diabo! Coladinhos?), um 54 e outro 34. Foi a primeira manifestação homossexual pública nesta cidade gay-friendly!
Na escola é a mesma merda! (desculpa pisqui!). Na cantina há sopa… às vezes, quando não acaba antes das 12:00. Outras vezes há outras coisas para comer… se não acabarem também. Outras vezes ainda, parece que não há nada… porque de facto há mesmo muito pouco! O melhor mesmo é levar umas sandochas de casa. Ou a própria sopa. E esperar o microwaves funcione.
Por falar em escola, rola há já duas semanas. O projecto pode vir a ser interessante, mas para já, a única coisa de facto “castiça” foi a secção de literatura portuguesa que encontrei na Deichmanske Bibliotek, a biblioteca pública de Oslo e para a qual havemos de, em equipa com uns quantos alemães, desenhar mediastations. Passei lá grande parte da primeira semana com um francês, dois noruegueses e uma norueguesa. Para já não passa de recolha de dados para análise. Valeu a visita ao telhado.

deichmanske bibliotek

Na semana passada, depois do arranque dos elective courses, ou o que quer que isso seja, finalmente algo para apontar como referência: o workshop PANG!. Entre alunos, professores, funcionários, todos estavam destacados para um dia de socialização à volta de uma tarefa bem simpática. Cada grupo, “criteriosamente” elaborados pelos sobrenomes dos intervenientes, havia de, com uns metros de papel de “embrulhar” bacalhau, uma placas de cartão e uns metros de cordel (fraquinho e de péssima qualidade), promover e melhorar o espaço social da escola. Como entendesse! Senhoras e senhores, meninos e meninas, é com orgulho que se anuncia a intervenção vencedora: a nossa! O prémio, espantem-se!, um pacote (2L) de vinho australiano fajuto. Serviu para acompanhar as duas salsichas grelhadas com batatas e salada que foram oferecidas como jantar… antes das 6 da tarde. E com direito a uma leve dor de cabeça na manhã seguinte. A surpresa acabou por ser a descoberta de outro luso (que tratou das salsichas) com quem prometi ir beber umas cervejas.

Tenho que confessar também que na Lapónia, além da forma simpática, eficaz e rigorosa como se recebe os “internacionais” (vim de lá mal habituado), há saunas às toneladas, enquanto aqui… não. E eu gosto da sauna! Em matéria de rigor, eficácia, organização e saunas: finns, mais de 15, viks, 0!

portugisisk

Uma semana depois de chegar dou corda à pena (ou pressão às teclas). Vou ser cronologicamente ascendente e assim começar pelo mais antigo. Aterrei no dia 16 (à noitinha, no escuro), depois de ter estado um dia em Barcelona. A propósito de Barcelona, desculpem-me os entusiastas catalães, mas não me seduzi com a cidade… sem no entanto retirar uma vírgula à internacionalidade da dita e reconhecê-la como grande (demasiado grande?). Depois do aeroporto, o Aiport Express Train deixou-me na sentralstasjon da capital viking. Como não consegui “comprar” bilhete para a viagem que se seguia (àquela hora poucas eram as vivalmas) “saltei a cerca” e fui à pala até à penúltima estação da linha 3 (a estadia ainda se media em minutos e estava no crime. Valente!) À chegada estava um “caretaker” (funcionário do Bairro de estudantes de Krinsgjå) para me receber. Confesso que já não aguentava carregar a bagagem mais uns metros… com o osso já soldado, mas com os músculos ainda em recuperação, devo ter demorado mais de 15 minutos para andar uns 300 metros. O homem meteu tudo na furgoneta (eu incluído, claro) e deixou-me dentro de casa sem grandes explicações… e eu também não estava para elas: queria relaxar o corpinho (danone? nããã… seda!) e recuperar-me para o dia seguinte. Que começou com a visita madrugadora à recepção para “acusar” a minha recepção e saber como raio havia de ir até à AHO para a reunião-recepção aos “internacionais”. Desta vez comprei bilhete para metro, autocarro e… arre! Esta merdaº (como tem “bolinha” posso ser mal-educado!) é d’outro mundo! Cada corrida no metro são 22 kr (coroas norueguesas) e no bus 15 kr. Bem, ida e volta havia de dar qualquer coisa como 74 kr, o equivalente a mais de € 9.20! Fui comprar o passe mensal. Mas como nasci antes de 77 (nem é bom lembrar!), fico fora dos estudantes e paguei 720 kr (eu fiz a conversão: são quase € 90!) E o resto é como os transportes. Oslo é, como dizia a coordenadora internacional, “embaraçosamente caro!” Quanto à recepção, mais do mesmo: e tal, aqui é a biblioteca, os cartões de estudante, ali as salas de aula, depois as “workshops”, yada, yada, yada… laboratórios de informática, e ali a cantina… cantina? E onde estão os pratos de almoço? Ah e tal, sopa com pão e, às vezes, tipo comida a sério (que parece mas nunca é!). Estes noruegueses. Simpáticos, sim senhor! Sorriem de borla na rua (já o havia experimentado em Tromso) mas comidinha que é bom, ‘tá qu’eto! E cara! Por cada 2 sopas com pão na AHO, almoço 3 dias (salada, sopa!, prato, bebida, pão…) na ULapland. Para referência, um menu Big MAc são quase € 9. Bem, às horas tantas (p’raí 2 da tarde), a cortesia via-se numa espécie de bolo e um refrigerante para enganar o estômago… dos noruegueses! Que um estômago treinado como o meu não se deixa enganar! Vá lá saber-se porquê, na minha mesa (sim, fui o primeiro a sentar-me, ainda cansado da esfrega do dia anterior) estavam a totalidade dos espanhóis que estão por cá! E um holandês… Mais tarde conheci os outros lusos (um alfacinha e um andrade). Há mais duas lusas que ainda não vi por lá. Não procurei, confesso. E há também finns que ainda não conheci… À noite houve uma espécie de praxe para os novos alunos (os do 1º ano) mas que eu não tive oportunidade de assistir. Estive a (preparar o) jantar! Antes de ir para fim-de-semana troquei algumas impressões com o flat-mate norueguês: como os outros, simpático e acessível que chegue. 15 a 0 aos meus amigos finns. Os dias sem aulas (sábados e domingos) deram para “medir” a cidade e dar umas voltas de (re)conhecimento. É uma cidade maneirinha. Percorre-se bem, quer a baixa (lotada urbanisticamente, óbvio, mas ainda assim respirável), quer os suburbs (muito verdes, pelo menos antes de ficarem brancos e/ou congelados no Inverno). Tão maneirinha que em 2 dias estou preparado para uma visita guiada à menina do forcado. Para quem como eu acredita que a escultura é a arte das artes, sem considerar a apreciação à colecção exibida, esta é com certeza uma boa cidade para “ver”. Seguem-se alguns registos das “visitas”.

 

vista do porto em frente à sede do município

 

pormenor no parque de Vigelend

pormenor no parque de Vigelend

 

agora do outro lado

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… e à distância!

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ainda no parque de Vigelend

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qual a diferença entre este sighseeing e um do Porto?

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festival mela em frente à câmara

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o teatro nacional

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para se entrar na cidade paga-se: em automático em “manuell

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por-tu-gal!

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podiam comprar uns metritos novos… não lhes falta massa!

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arredores verdinhos e… nórdicos!

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um dos últimos trabalhos do autor d’O Grito

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casa roubada, trancas à porta!
entrar no museu de Munch é como fazer check-in em Stansted
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típico: não se perde uma oportunidade de se vir p’rá rua, parques, praias…
basta um raio de sol e eles aí estão!
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Ah! portugisisk é como os noruegueses escrevem português.

fechar a época

Acabei de ler a última frase da última edição: “Hei-de voltar ao tema daqui a umas semanas. Ou uns meses dependendo do trânsito!”… são meses, desavergonhado! Mas também é bom assim. Permite uma operação de marketing do tipo reabertura (como fazem as discos). E p’ra mim é bom (re)flectir sobre os últimos meses. Como é costume, por ordem cronológica e desta vez num registo mais fotográfico.

Vappu

No primeiro de Maio, que aqui também é feriado. Vappu é o “carnaval” finlandês, (exclusivo) dos estudantes, dia nacional de bebedeira (ou dia da bebedeira nacional), ainda assim, muito longe das nossas semanas de queima. Em Rollo (outro diminutivo para Rovaniemi) uma mão cheia (sem direito a votações ou reclamações, mão cheia é a expressão para Maio) de académicos aglomeraram-se na Lordin Aukio (Praça Lordi, a antiga Sampo Keskus) e desfilaram uma porrada (uma porrada… expressão para Junho!) de ruas até à estátua do “operário” colocada na margem direita do Kemijoki uns metros a norte da Candle Bridge. Discursos políticos, espectáculo de variedades, banho e chapéu (alguns tamanhos abaixo) ao operário e está na hora da “praxe” (praxe?!!) patrocinada pelos bombeiros. Seguiu-se o tradicional pic-nic na praia (praia?!!) do outro lado do rio.

Organaizem-se! Organizem-se! Desisto…

Laranja mecânica? Nãã… Olh’ó boné!

Praxe?!!

Feijoada brasileira (feijoada brasileira?!!)
A Finlândia não pára! É verdade. Com os feijões pretos que chegaram do Brasil, e as makkara’s finlandesas (o cozinheiro brasuca resolveu comer sozinho o salpicão português) rolou feijoada com direito à couve mineira, ao arroz de acompanhamento, à laranja, à caipirinha (cada garrafa de cachaça custa quase €10!), e à boa música! Para rematar uma aguardentezinha de Melcões! Com a devida exclusão do Miguel, do Danilo e familiares, está a concurso uma garrafita da dita para quem primeiro identificar Melcões!

Os comensais


A prova


O estado do tempo a 6 de Maio


Eurovision Song Contest
… sem comentários! Grande tenda e muitas expectativas e muita cerveja e muita gente e muita surpresa com o Tivoli cheio de sósias de Verka Serduchka.

O estado da tenda durante a actuação finn


O momento do mês
O regresso da menina do forcado! E com ela a verdadeira Primavera.

O regresso…


… da primavera!


Resto do mês (Maio)
A prototipar o último projecto do ano. O que se previa que durasse uma semana, prolongou-se por mais de duas (para mal dos pecados da menina)…O atraso ficou a dever-se ao milagre finlandês: o ritmo (lento, relaxado e “moderno”) de trabalho. Arre!, que estava a ver que me dava uma coisa.

Junho

Começou (quase) com um jantar (ceia, dadas as horas) do tipo finlandês: grelhar umas makkara’s na floresta. Organizado pelo Perttu e pela namorada, serviu para despedida de duas holandesas-estudantes de Helsínquia de visita à Lapónia. Continuamos, uns dias depois, com o mesmo tipo de refeição no meu aniversário (sim, nasci em Junho de ’76, antes do dia 6).

ponto mais baixo do sol sem desaparecer!


makkara (salsicha)!

No dia 7 (o segundo de 31 com o sol 24 horas por dia acima do horizonte na capital da Lapónia) o casal Ferreira pisava solo lapão com umas horas de atraso, mas cheios de energia para o que nos esperava: 3300 kms em 5 dias! De Rollo a Tromso, daí ao Cabo Norte, voltando a Rollo por Inari, continuando para sul até Helsínquia com passagens por Oulu, Vaasa e Rauma. Ficam aqui algumas das imagens que marcaram a aventura.

Primeira rena (ou segunda!)


Kilpisjärvi (fronteira finlandesa com Suécia e Noruega)


A caminho de Tromso (Noruega)


Vista de Tromso desde o topo da montanha em frente


Vista de Tromso desde o topo da ponte


Porto de onde zarpámos para atravessar um fiorde


Porto onde atracámos


Mudanças repentinas da meteorologia no Cabo Norte


“O” Cabo Norte


Mercado de Oulu


Praça principal em Vaasa


Rauma (património mundial)


Turku (última cidade antes de voar desde Helsínquia)


A 13 de Junho todos pisávamos solo nortenho, desta vez sem surpresas à mamã.
O que se tem passado e passará até 15 de Agosto não se enquadra no âmbito deste e-espaço. Ainda assim, destaque para as Sebastianas em geral e para os catrapum! em particular. Volto depois desse dia, de uma latitude a sul da capital da Lapónia, da capital de uma terra viking, com certeza com a clavícula recuperada! Boas férias, que Verão, nem vê-lo…

Antes de mais, sinceras desculpas pelo atraso, mas o trânsito está insuportável por estas bandas. Continuo a achar que os semáforos nas pontas das pontes não ajudam… pelo menos com as renas a não os respeitarem!

Depois da pasmaceira de Fevereiro, gelado, com trabalho chato à mistura e sem nada digno de registo excluindo as maratonas culinárias, sair daqui uma semanazinha para arejar, veio mesmo a calhar. Mais de uma dezena de horas (outra vez! Começo a habituar-me a estas secas sobre carris…) depois de sair de Roi (descobri há dias que posso dizer só “Roi” em vez de Rovaniemi) e trocar de “locomotiva” em Tampere, cheguei a Helsínquia perto das 8 da matina!

Porto gelado – Helsínquia

Havia de ser possivel embarcar às 8:30, não fosse terem-me enganado e ter ido parar ao porto errado, o porto Este. Paciência! Um finn estranho de chapéu teve a amabilidade de me perceber “cansado” de carregar as malas e achou por bem chamar um táxi. Obrigado senhor finn estranho de chapéu. Duas horas depois (já havia passageiros com algum sangue na cerveja) zarpei do porto Oeste de Helsínquia (ainda gelado) em direcção a Talin num barco (grande barco, por sinal!) da Tallink. Algures durante as 3:30 de travessia do Báltico, um EasyJet fazia-se à pista (talvez em jeito de desafio) e entregava na Estónia a menina do forcado! Um olá desde o quarto andar e que excelente recepção!

Floresta de Vidro – Museu do design – Talin

Não vou falar de como Talin é bonita ou feia (é bonita, de qualquer modo), da arquitectura ou das igrejas, ou da facilidade em encontrar cerâmica ou vidro. Dos museus, dos cafezinhos, dos restaurantes, dos bares, dos teatros, do “culto” das flores, dos carros imundos, dos bairros tipicamente russos, da ópera ou do ballet. Nããã… tudo isso e muito mais aparece nos (e-)guias p’ra turistas. Gostava antes de agradecer as dicas ao Jeca (obrigado rapaz; à tua custa passeei por um cemitério no meio da floresta durante quase 2 horas… rai’s te parta mais ao cemitério!). E agradecer também à Lee, uma portuguesa de gema em serviço de voluntariado jovem, que sabe sorrir, receber, que continua genuina mesmo a 4000 km a leste do “jardim”. Obrigado Lee e obrigado ao resto do “gang”, em especial aos que se juntaram a nós ao jantar e à cerveja.
Depois de 4 dias em Talin, mais 3:30 no regresso ao porto gelado de Helsínquia, desta vez com quase metade dos passageiros ainda a tresandar a álcool da noite passada. São assim os barcos de domingo depois do almoço. Atracar, desmbarcar e rumar rapidinho até Asema-aukio que estava na hora de mais um comboioa até Tampere. E que comboio… ou pelo menos o jovem casal gótico, progenitor, que seguia na maesma cabine orgulhoso do seu rebento. Muita pena não ter tido coragem de os fotografar. Um passeio curtinho em Tampere pelas margens do rápido que era hora da menina voar p’ra casa. Despedidas. E novamente comboio para Helsínquia.
Uma semana inteira na TAIK numa workshop sobre “green design”. Foram oferecidos 3 casos para trabalhar, cada um “patrocinado” por uma finlandesa: nokia, kone e ABB. Dos 30 participantes, 3 escolheram o menos apetecível, o caso ABB. Nenhum de nós se arrependeu. No final alguns já falavam português. Por sms, eu sei… Um português estranho, mas, ainda assim português. Ora vejam:
“Eu tive o tempo grande esta semana. Eu estou tendo a experiência verde agora assim que eu não posso fazê-la. Eu desejo-lhe todo o mais melhor.”

Mais um concurso: a melhor interpretação ou re-escrita da sms ganha uma kuksa (o prémio da moda!).
Grupo ABB – Green Imperative! Workshop

Para quem for a Helsínquia vale a pena visitar a “cable factory” na zona Ruoholahti (burgo onde se encontra o centro de design nokia). É uma espécie de centro de artes que oferece desde pintura a dança.
Mais umas (já nem sei quantas!) horas de comboio, com chegada quase às 11 da manhã à capital “lapona”. E daí directinho p’rás aulas sem parar na casa da partida. Tanto trabalhinho até à Páscoa que tive tempo de reprovar no 3º exame de Finn. Olen häpeä! Mutta tein mukavaa jo!

Por falar em Páscoa, a finlândia é maioritariamente Lutherana (ou Evangélica… confesso que, como não tenho ido à missa, estas coisas me escapam!), o que resulta na ausência de manisfestações religiosas na rua. Ou seja, aqui não há compasso, beijinhos no menino (nada de pedofilias!), foguetes, vinho do porto, flores no chão, tios bêbados, ronda pelas “capelinhas”… nem mesmo férias “da Páscoa”! De qualquer modo, a sexta-feira santa foi feriado (à santa sexta-feira!) assim como a segunda-feira seguinte! Aproveitei o primeiro para uma (santa) e-apresentação de projecto desde Rantavitikka até Sobrado (muito, muito obrigado ao casal Ferreira!) e a noite foi suficientemente longa para pintar ovos, ver a final do Ídolos finlandesa (a míuda finalista é meia portuguesa e cantou “solta-se o beijo”, em português, claro está!), experimentar mämmi (e que espanto nos finns quando viram o portugalilainen agarradinho à colher a repetir a dose já sem creme nem açucar!), ver pmmp pela segunda vez (e conhecer a Mira pela segunda vez!), paha-kurki, doris, tivoli, after-party, yada, yada, yada…
Olh’ó pinto!

Que no dia seguinte estava a caminho de Oulu para o primeiro jogo da final de Hóquei em Gelo do campeonato finlandês. Oulun Kärpät! Gritávamos com o cachecol da praxe e a bandeira de Portugal. Com direito a “aparecer” no ecrã central e tudo! Keltä, musta! E foram campeões sem perder jogo nenhum!

Aquecimento – Oulun Kärpät!

Dia de Páscoa e segundo feriado em Tornio e Haparanda (Suécia) a fazer rachinha… rachinha! (Com a falta de palavras em Abril, e Março, “rachinha” é a palavra do mês! Funciona bem com quase tudo, desde que dita por um homem!). Duas caminhadas (uma pelo rio gelado, porque lá, o gelo ainda me aguentou!). Café no ikea. Cerveja no umpitunneli. E volta a fazer rachinha (porque não havia rachinha para fazer!). Obrigado pela garrafa de sima, a bebida “oficial” do Vappu - o dia dos estudantes – comemorado a 1 de Maio. Até lá ainda vai ficar ganhar um cheirinho…

Igreja mais feia da Suécia! – Haparanda
Vista desde a esplanda do umpitunneli – Tornio
Kemijoki há um mês atrás – Roi

Para fechar (que já me doem os dedos de escrever) fica sempre bem abordar as questões climatéricas: os dias por cá já estão com quase 16 horas e meia de sol, as temperaturas já só descem para terreno negativo à noite (de dia, ao sol, atrás de vidro, a coisa pode chegar aos 12 ou 13 graus… cuidado!), e o rio já começou a descongelar. Mas a primavera só aparece lá p’ra Maio! Aliás, o Vappu também serve para dar as boas vindas à Primavera. Parece que é uma espécie de Carnaval… Hei-de voltar ao tema daqui a umas semanas. Ou uns meses dependendo do trânsito!

kuksa!

Não, não me esqueci de escrever qualquer coisinha sobre as semanas em Talin e em Helnsínquia. Mas este é um anúncio curtinho (por isso sai na frente: os curtinhos ficam na frente!). Ganhei uma kuksa e fiquei a uma knive from Lapland de ganhar uma snowmobile safari! O resultado oficial da competição é então o seguinte: 1.º prémio para Sliding (onde está o portugalilainen?), 2.º para Behind the screen e o 3.º para View (não fui eu que decidi o nome. Um verdadeiro fotógrafo chamar-lhe-ia “sem título 2″, ou “sem título 3″, ou “sem titulo…” Se é “sem titulo” porque lhe chamam assim? E numeram as fotos que não têm título… fico confuso. Ah! Têm título mas não têm nome! Ou não…).
Querem saber o que é um(a) kuksa? Googlem kuksa nas images. (Muito à frente! Googlem! Deixei-me de dicionários e agora invento verbos. Espectáculo!)

actualização

Não há desculpas desta vez para o atraso… tenho todos os problemas técnicos resolvidos, tenho jantado a horas (já rola feijoada e sopa do velho homem da Lapónia – verdadeiras maratonas culinárias!), aproveitado as quintas de sauna e dormido muito pouco (muito pouco mesmo!). Não porque Fevereiro seja o mês dos gatos (miauuuuu!), mas porque, de facto, este foi um mês sem nada digno de registo… o Inverno típico no círculo polar árctico! O rio continua gelado, mas as temperaturas já se aproximam dos zero graus. Como se têm “queixado” de que o portugalilainen só escreve, só escreve (fogo, portugalilainen! põe p’rái umas fotos giras…) aqui ficam uma série delas (todas do último mês. Não posso garantir que sejam ‘giras’, mas foi o que se arranjou).

E em jeito de cenoura, aqui fica o comunicado: próximas semanas longe de Rovaniemi. Em 3 semanas muito haverá p’ra contar: Talin (férias. Aqui vamos menina! Que saudades!) e Helsínquia (trabalho, mas nem por isso desperdiçando oportunidades de lazer).

Estrada sobre o rio gelado (parece mentira, mas juro pelas alminhas que é verdade!)


Vêm o STOP? Eu não minto…


Durante uma apresentação chata… o pôr do sol na entrada da faculadade. Os dias já são maiores do que em Portugal (mais de 10 horas. Caminhamos a passos largos para 24 horas de sol por dia! Anunciado para 7 de Junho).


A vista desde a sala de trabalho de um dos projectos em que estou envolvido (traseiras da faculdade).


Momento de descontracção: o tecto da faculdade na chávena de café (das toneladas de chávenas de café do último mês!).


Momento tripeiro: FCP 1, Chelsea 1 (quase que ‘até os comíamos’!)


Os defuntos não recebem visitas no Inverno… (pelo menos às terças à tarde…).


A Vila de Neve ao lado do escritório do Pai Natal…


Um detalhe da Vila de Neve.

E o cliché do Inverno lapão para finalizar!

Há uns meses atrás assitimos à destruição, imolação pelo fogo, de um conjunto de esculturas de madeira e palha (a menina do forcado nem por isso… pés gelados, pés gelados!). A semana passada, coloquei-me a montante da destruição (que certamente vai acontecer. Está agendada lá p’rós finais de Abril, quando o mercado térmico pisar valores positivos) das obras d’arte e participei na competição Levitaatio. Levitaatio é uma competição, por equipas, de esculturas de neve. Este ano o tema era Either/Or, traduzido do finlandês Joko/Tai (ou em português qualquer coisa próxima de Senão/Ou. Ou o que quer que isso signifique…).
A minha equipa (não é nada minha. Eu fui só desafiado para participar. Também já era tempo de me furtar ao patrocínio das hostes!) foi organizada pela sul coreana Young-Hye. Além do Danilo, “brasuca carioca” e autor do projecto a concurso (como é bom falar português de quando em vez!), faziam parte também o austríaco Jan, e praticante de ski, e o checo Stefan, aprendiz na rampa de saltos (o gajo mais parecido, em todos os aspectos, com o anormal dos filmes Mad Max, interpretado por Bruce Spence. A cara d’um, o rabo d’outro. Incrivel!). Participar na competição foi uma graça concebida apenas a dez equipas concorrentes de toda a Finlândia (escolas de arte e design, vá, não era de toda a Finlândia mesmo!) e implicava que o júri aceitasse o conceito apresentado como proposta ao tema. Assim, passámos o fim de semana (desde as 17:00 de sexta às 15:00 de domingo) com transporte e alojamento por um valor simbólico, em Levi (umas centenas de quilómetros para norte) a esculpir e a confraternizar com os outros competidores.
O trabalho propriamente dito não foi fácil, apesar da temperatura amena, para a época, de 15 negativos! E também porque nenhum de nós havido esculpido antes, pelo menos em neve. De qualquer modo, cheios de empenho num 2º lugar, iniciamos a empreitada no sábado às 9:00 e arriámos (outra vez… onde é que esta alma desencanta estes verbos? Arriar, meus senhores! Não confundir, por favor, com arrear! Arriar é uma coisa e arrear é outra) já depois das 16:00. E sem merenda! Uma das coisas menos positivas no cubo, de dois metros de aresta, que nos saiu em sorte numa corrida a três pares de pernas atadas pelos joelhos, foi a quantidade de pequenos arbustros, pedaços de gelo (não tenho quase nada contra o gelo; a não ser que seja amarelo, o que significa que não é água… e cerveja também não é de certeza, que os finns não desperdiçam!) e, pasmem-se por favor, cócó d’auau! Pasmaram-se? Claro… Shit happens! (literalmente!)
De qualquer modo, o resultado final foi motivo de orgulho, apesar de, na cerimónia de entrega dos prémios não termos sido perdidos nem achados! P’ró ano há mais… Para registo fica uma imagem. Para aqueles com tendências mais vouyeristas a galeria do sítio oficial deve ser suficiente. Mais de mil fotos (quando estiver online. Ou assim me prometeram!) E ofereço uma garrafa de Vintage a quem adivinhar o 2º lugar. Está oficialmente aberto o 2º passatempo (aberto a todos com excepção à menina do forcado!).

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